Ushuaia – O inverno no fim do mundo (08/2014).

Sim, o fim do mundo existe e tá logo acolá. É, 5 mil km de logo acolá, mas, em proporções mundiais, é um fim do mundo bem próximo. Tirando uns cochilos entre conexões se chega lá num piscar de olhos. A menos que você tenha um estilo mais road trip e prefira ir de carro. Sim, existem pessoas que fazem isso, e dizem que a estrada é linda, mas leva muito tempo.

Ushuaia, que é conhecida como fim do mundo por ser a cidade mais austral a que se é possível chegar por terra (embora haja controvérsia), fica ali na pontinha da terra dos nossos hermanos, a um pulo do Chile. Fica no fim da cordilheira dos Andes. Pra ser mais específica, fica aos pés do Glaciar Martial e na beira do Canal do Beagle (canal que atravessa do Atlântico para o Pacífico). E esse visual de, na ordem, água, casinhas coloridas e montanha coberta de neve no fundo é de tirar o fôlego.

Passeio de Barco (1)-

Estive lá em agosto do ano passado (de 16 a 23 de agosto de 2014) com meu namorado e um casal de amigos e me apaixonei pela cidade. Aliás, não só a cidade, mas a região como um todo, desde alguns quilômetros antes de chegar nela. Naquele dia claro de inverno, pude ver, do alto do avião, as montanhas da cordilheira cercando o deserto patagônico. Lindo, lindo, lindo!

Li em alguns blogs que, por ventar muito, o pouso em Ushuaia tende a ser turbulento, mas confesso que achei nada turbulento o nosso. Talvez tenha sido sorte. Ou talvez eu estivesse tão encantada com a vista que nem reparei. Qualquer que fosse o caso, fica o aviso.

Chegando na esteira para pegar as malas, uma pequena surpresa: a mala do meu amigo tinha ficado em Buenos Aires. A título de ‘atenção’, a história desse amigo azarado merece um adendo. Ele morava em São Paulo e nosso voo saiu de Brasília. Estava já em Brasília quando se ateve ao fato de que estava sem passaporte e sem identidade. Advirto, aqui, para quem não sabe, que para viagens sul americanas só se embarca com um desses dois documentos. Qualquer outro documento pessoal, inclusive carteira de motorista, representa um mero pedaço de papel para as autoridades aeroportuárias. Por sorte, ainda tínhamos algumas horas até nosso embarque, e meu amigo, num esclarecedor momento House, teve a genial ideia de pedir a um amigo de SP que doasse um pouco do seu tempo a uma causa desesperada e, numa aventura quase digna de Indiana Jones (porque, convenhamos, o trânsito paulista merece uma qualificação um tanto selvagem), fosse à sua casa, pegasse seu passaporte, levasse ao aeroporto, achasse alguém que estivesse aguardando o próximo voo pra Brasília e pedir encarecidamente pra essa abençoada pessoa trazer o passaporte para nós. Muitos Pais Nossos e Aves Marias depois, a nossa abençoada pessoa chegou em Brasília com o passaporte do meu amigo e conseguimos embarcar sem mais problemas. Moral da história: checar sua documentação de viagem antes de sair de casa e, por via das dúvidas, levar algumas peças de roupa na bagagem de mão.

Voltando a Ushuaia. Depois de registrar a ausência da mala do meu amigo, pegamos um táxi e, 63 pesos (ou 14 reais) depois, chegamos à nossa pousada. Hostal Malvinas. Simples, mas uma gracinha. A localização é excelente, fica a apenas um quarteirão de distância da avenida principal da cidade (Av. San Martin). O melhor da pousada é o dono, Juan, que é um amor de pessoa e extremamente prestativo. Quebrou muitos galhos para nós. Apesar de ser antiga, não ter elevador e tudo, inclusive o café da manhã, ser bem simples, super recomendo a pousada dele. Melhor custo-benefício em hospedagem que achamos na cidade.

Hostal Malvinas

Se, porém, preferir ficar em outro hotel, procure não ficar muito longe da avenida principal/centro. Embora a cidade seja pequena, é ladeira acima a cada quarteirão que se afasta do centro/canal do Beagle. Táxi é barato, mas não justifica. À pé é o melhor jeito de conhecer a cidade, que é uma graça. Principalmente se estiver nevando.

Obs.: as cotações em real que dou aqui são referentes à época!

Como chegamos à tarde, fomos direto para o restaurante Andino Gourmet, que fica bem perto da pousada, para um almoço tardio (ou jantar prematuro). O restaurante é bonito, os garçons muito simpáticos e a comida também estava boa. Valeu tê-lo conhecido. Pedimos uma Truta Rellena (na foto abaixo, à direita), uma taça de vinho, dois agnolotis de cordeiro (na foto abaixo, à esquerda), um chorizo, duas cervejas Beagle 500ml, um Brownie e Licuado de Frutilla (o que deu 250 pesos por pessoa, ou 55 reais).

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 Para melhor auxiliar quem estiver lendo este post, vou anexar ao final minha planilha de gastos (todos os gastos, com nomes de todos os lugares que conhecemos)!

Depois, fomos a um dos cassinos da cidade. Uma construção muito bonita em frente ao Canal do Beagle onde jogamos um pouco naquelas máquinas a aprendemos a lei universal dos cassinos: The house always wins (algo como “a casa sempre ganha”).

Pra encerrar o dia com chave de ouro, fomos à Isla de Chocolat, onde pedimos um estupendo fondue de chocolate que vinha com uns 350 acompanhamentos (entre frutas e doces) e um fundo interminável, que a moça ainda fez o favor de repor.  Por falha minha, esqueci de anotar o preço, mas lembro que era justo. Preciso nem dizer que dormimos feito bebês.

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No dia seguinte, fomos visitar o Parque Nacional Terra do Fogo. A entrada no inverno é gratuita, mas pagamos 200 pesos (em torno de 44 reais) por pessoa no transfer da pousada para lá. Tem como ir de táxi também, mas o preço, dividindo o táxi por 4 pessoas, sairia o mesmo, então fomos de transfer mesmo, que o Juan, o dono da pousada, marcou para nós. O transfer nos deixou em um lugar e nos buscou algumas horas depois em outro lugar do Parque. O percurso do ponto de partida até onde fomos buscados fizemos caminhando pelas trilhas do parque (e às vezes fora delas também).

O parque tem muitos lugares bonitos, em especial os locais próximos aos lagos, mas é enorme e tem várias trilhas com dificuldades distintas. Então estude bem o mapa para saber quais você quer fazer. Lembrando que algumas trilhas às vezes são fechadas no inverno pelo excesso de neve. No dia em que fomos não estava nevando. Aliás, há dias não nevava, mas pegamos alguns pedaços com acúmulo de neve e já deu para divertir. Tem um trem no Parque também (trem do fim do mundo – que era usado pra transportar os presidiários do presídio até à construção da cidade – foram os presidiários que construíram a cidade), mas ouvi dizer que é bem programa de índio, uma perda de tempo. Não o fizemos.

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Depois de caminharmos até o ponto de encontro onde a van viria nos buscar para nos levar de volta ao hotel, achamos um restaurante, onde decidimos matar nossa fome, que não era pequena à essa altura. Pagamos 220 pesos por pessoa (49 reais) por entrada (empadas de frango ou carne), saladas, prato principal (parrilha de cordeiro, frango e legumes), vinho ou água e sobremesa. O restaurante mantinha uma espécie de mini museu bem legalzinho no segundo andar, que visitamos enquanto esperávamos pela van. Tinha também um mirante acima do segundo andar que proporcionava uma vista gélida e cheia vento. Abaixo, o caminho para o restaurante (à esquerda) e a vista do mirante (à direita).

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Quando voltamos para a pousada, pegamos um táxi para o Glaciar Martial (pagamos 70 pesos na ida e 75 na volta), que é o cerro mais próximo da cidade (fica a aproximadamente 5km do centro). E, milagre de San Piedro: começou a nevar! Muita alegria pra quem vem de onde nem se conhece o frio, quem dirá a neve.

Infelizmente, o teleférico estava fechado quando chegamos lá (se não me engano ficou fechado a temporada inteira), então não deu pra subir até o topo mesmo, mas a vista de onde estávamos (de onde sai o teleférico) já valeu o esforço. É lindo o lugar! Várias crianças brincando na neve, escorregando de skibunda, uma farra só. Encontramos um cachorro lá com um gosto muito curioso. Corria para tudo que era canto atrás das bolas de neve que jogávamos. Muito fofo, mas estava todo encharcado, coitado. Me deu vontade de carregá-lo de volta pro hotel e pendurá-lo por uns tempos no aquecedor maravilhoso do quarto.

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Devido ao excesso de frio, entramos na Casa de Té La Cabaña, que fica no Glaciar Martial, mas depois de uma má recepção e de esperarmos muitos minutos para não sermos atendidos (não conseguimos sequer que a garçonete olhasse em nossa direção), levantamos e fomos embora com uma impressão não muito boa da famosa Casa de Té. E achamos que os preços no cardápio eram um tanto salgados também.

Conseguimos um táxi dando sopa lá na porta e voltamos para cidade para jantar. Fomos ao restaurante Volver nesse dia. Comemos a centolla inteira cozida (elas ficam num aquário e você escolhe qual quer comer na hora. Eles as pegam e as jogam na água fervendo com uns temperos – sal e folhas – e levam pra sua mesa. Meio mórbido, então se não curtir muito isso, pode pedir só pedaços da carne da centolla mesmo, ao invés dela inteira. Mas, seja inteira e escolhida na hora do aquário ou em pedaços com alguma outra combinação, não deixe de comer a centolla. De preferência pura mesmo. A carne dela é uma delícia!), pela qual pagamos 880 pesos (400 pesos o kg), tomamos o melhor vinho da semana (o Terrazas de Los Andes, Reserva, Malbec, 2011 – por 190 pesos), e, de sobremesa, panqueca com doce de leite e suspiros fueguinos. O restaurante é muito bom. Tem o ambiente um tanto escuro e mais artigos de decoração do que o cérebro consegue assimilar, mas não chega a desagradar.

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Levantamos na manhã seguinte dispostos para o passeio de barco (pelo qual pagamos 515 pesos por pessoa, já incluindo os 15 pesos de taxa portuária, o que dava uns 113 reais). Já aviso logo que se você não encara bem um balanço, não faça esse passeio. Meu casal de amigos concordaria veementemente com essa afirmação. O passeio é legalzinho, passa pra ver umas focas e uns leões marinhos, que fedem demaaaais, e dá a volta no farol do fim do mundo falso (o verdadeiro, a inspiração de Júlio Verne, fica muitos quilômetros pra fora do canal do beagle). Não, você não vai ver pinguins, eles não gostam do inverno de Ushuaia e migram de lá, voltando só pro verão. O barco faz uma parada em uma ilha linda e pequenininha também. E durante tudo isso tem um instrutor te contando histórias da cidade.

Dentre as histórias, o que mais me impressionou foi o fato contado pelo instrutor de que os nativos da terra, antes de ser “descoberta”, andavam nus (sim, nus. Enquanto eu estava lá com 15 camadas de roupa), porque mantinham muito contato com a água, e passavam no corpo gordura de foca para secarem mais rápido em frente às enormes fogueiras que faziam (motivo pelo qual a região é chamada de Terra do Fogo). Começaram a pegar terríveis doenças e morrer quando o “homem branco” chegou e os fez usar roupas, pois as roupas não deixavam que secassem com a mesma rapidez do que se estivessem nus.

Enfim, achei mais interessante pela vista da cidade na medida em que o barco vai se afastando (a primeira foto do post inclusive é desse momento), pelas histórias e pela pequena ilha, porque o passeio em si mesmo vai ficando cansativo. É um frio muito cortante pra ficar à mercê do vento, então a melhor opção é ficar encolhido na cabine e isso logo perde a graça.

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Na volta do passeio de barco, como todo bom turista, paramos para tirar uma foto com a placa do Fim do Mundo. E, veja só, até achamos um presidiário por lá. Não fomos ao museu do presídio, mas suponho que fique lá por perto.

Placa do Fim do Mundo (5)Presidiário

Depois, fomos almoçar no Trattoria Martina, onde dividimos uma pizza de 8 pedaços (120 pesos). Se estiver afim de comer uma pasta ou uma pizza ou apenas pagar pouco por uma refeição farta, vá a essa Trattoria. É bem gostosa a comida e o atendimento também é muito bom.

Passeamos à tarde pela cidade e aproveitamos para alugar roupas e equipamentos para praticarmos snowboard, o que fizemos nos três dias seguintes. Alugamos tudo na Wind Fly, mas não recomendo. O atendimento não era bom, as roupas e equipamentos velhos e ainda tive um problema com a minha prancha no segundo dia, perdi tempo alugando outra no cerro, para ainda nem quererem trocar depois. A Jumping tem equipamentos melhores e os preços eram praticamente os mesmos. Ah, alugar na cidade sai mais em conta do que no cerro.

À noite fomos jantar no Restô Villagio. Não aconselho, foi o pior em que fomos. Pode ter sido azar, mas a comida de nenhum de nós estava boa. Pedimos merluzas, paella e lula frita de entrada. Ficamos no segundo andar também, e era mais difícil achar garçons por lá, então o atendimento foi bem devagar.

O dia seguinte amanheceu cheio de arco-íris para nós, que finalmente iríamos para o Cerro Castor (que fica a uns 25km de distância do centro do cidade) praticar snowboard. Tem outros cerros por lá que ouvi dizer que comportam a prática de ski/snow, mas nenhum com a mesma estrutura do Cerro Castor. Não é à toa que o interski 2015 será sediado nele. Na base você compra a passagem do teleférico. Quanto mais dias consecutivos você for usá-lo, maior será seu desconto no passe.

Passamos esse e os dois dias seguintes na montanha. O Juan conseguiu um transfer pra gente, pelo qual pagamos 360 pesos por pessoa para os três dias. Não aconselho alugar carro, você estará bem cansado na volta e dirigir com neve é perigoso…

Pegamos aula em grupo no primeiro dia. Pegar aula é importante. Sem aula não rende muito. É caro, mas vale a pena. Se der pra ser aula individual e se der pra pegar pelo menos uns 3 dias de aula, melhor ainda. Se você nunca fez e tem vontade de experimentar, faça pelo menos uns 3 dias de ski/snow (seguidos mesmo, que aí inclusive ganha desconto no teleférico e no aluguel de roupa/equipamento). É quando você começa a curtir mais. A gente se arrependeu de ter feito só 3 dias. Da próxima a ideia é fazer mais. E tente levar coisas pra beliscar nos dias de ski/snow. Tem como alugar armário pra guardar suas coisas, mas muita gente leva mochilas leves e esquiam com elas nas costas mesmo, ou deixam em algum canto no chão enquanto praticam. Eu guardei o necessário nos bolsos da roupa mesmo (elas são cheias de bolso). Máquina, óculos de sol, filtro solar… Muito importante passar filtro solar, porque o sol reflete na neve e queima o rosto que é uma beleza! Óculos de sol é legal também, ou aqueles óculos próprios pra esportes (também tem pra alugar por lá), pra proteger os olhos. E muita, muita água. Atenção com isso. Por ser muito frio, a gente acaba esquecendo de beber água. Mas, afinal de contas, você estará praticando um exercício físico. Tem restaurantes no cerro também, mas não achei a comida muito legal e, quando eu comia por lá, o corpo pesava e a tarde de esportes ia pro lixo. Só beliscar acho mais negócio.

Agora, se você nunca fez nem ski nem snow e tá na dúvida sobre qual fazer, aqui vai minha humilde e leiga opinião (que só estou dando por já ter feito os dois, então é uma opinião bem pessoal). Preferi o snow. Achei o ski mais fácil de fazer o básico, mas mais difícil de ir avançando. O snow achei o contrário. Tomei mais tombos, mas uma vez que você domina o básico, é mais fácil avançar nas manobras. Achei que força menos o joelho do que o ski também. E pra mim foi bem mais divertido, embora seja mais chato tirar a prancha de snow do pé do que a de ski (o que você acaba fazendo com bastante frequência, especialmente no começo). Li em alguns fóruns também que o snow é relativamente mais seguro que o ski. No sentido de que ocorrem mais acidentes com o snow, só que esses são mais leves do que os que acontecem com quem usa ski. A porcentagem de acidentes graves de ski são mais altas do que as de snow. Confesso não saber medir a veracidade de tal informação, mas o que posso dizer é que nessa viagem vi duas pessoas voltarem pra casa com perna quebrada, e ambas praticavam ski. O que me lembra, alugue capacete! Achei também bem mais fácil frear no snow do que no ski.

Muito importante: se decidir fazer snow, não deixe de comprar a bundeira por nada, e aproveite e compre joelheira e proteção para punho também. Mas a bundeira é fundamental. Você vai cair de bunda. É inevitável. E dói muito dependendo do jeito que cair. E, por receio da dor, você acaba ficando com medo de cair. Se isso acontecer, o medo acaba te impedindo de ousar mais e isso vai influenciar no seu desenvolvimento, o que vai segurar suas manobras. Então compre a bundeira e não tenha medo de cair. E, quando for cair, procure cair de bunda mesmo. Por mais que doa, é bem melhor do que cair de cara. Mais uma vez, esse parágrafo inteiro tem base na minha humilde e leiga opinião e parca experiência.

No primeiro dia ficamos só nas pistas de treinamento, que são pequenas. Você desce alguns metros e sobe de volta puxado por uma esteira. No segundo dia, treinamos mais um pouco até acumularmos confiança pra descer uma das pistas verdes do Cerro Castor. Muito frio na barriga, muita admiração pelo esplendor daquela vista maravilhosa de cima da montanha e muitas quedas, mas curtimos muito!

É uma experiência única. Deslizar na neve é uma sensação indescritível de gostosa. Já disse que arrependemos ter dedicado só 3 dias para isso, né?
Cerro Castor (79)

Pista de Aprendizagem.

Cerro Castor (1)

Temperatura na base da montanha.

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Vista do teleférico.

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Descendo a pista verde.

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Durante esses três dias, voltávamos do cerro para o hotel, tomávamos banho e saíamos de novo para jantar. Fomos, respectivamente, aos restaurantes Maria Lola, Mostacchio e Kalma Restô.

O Maria Lola foi eleito por nós como o melhor restaurante da semana. Reserve ou chegue cedo, porque é relativamente pequeno e lota. A gente teve que esperar no balcão por uma mesa. O restaurante tem uma vista legal, dependendo da mesa que você conseguir pegar. Pedimos duas entradas de frutos do mar, três risotos, um raviole com frutos do mar, cervejas, uma dose de Whisky, uma taça de vinho e uma sobremesa (o que, dividindo a conta por 4, deu 350 pesos por cabeça, ou 77 reais). Todos os pratos estavam excepcionais e o atendimento também foi bom.

Mostacchio julgamos ser um restaurante categoria “ok”. Não tinha nada de especial e a comida não estava ruim, mas também não estava lá tão boa. Uma coisa que aprendemos nesse restaurante: não caia na bobeira de pedir carne. Argentina é o país da carne, mas Ushuaia está muito longe de qualquer pastagem pra honrar o título. Tudo que não é produzido ali, chega por navio/avião e demora muito pra chegar. Se for pedir carne, não espere grande coisa. Pedimos duas águas, um vinho (Trumpeter), uma cerveja (litro), dois bifes de chorizo, batata frita, um canelone e um talharim (o que deu 212,5 pesos por pessoa, ou 47 reais).

O Kalma Restô merece mais observações. Ele estava se não me engano em 2o lugar no tripadvisor. É uma cozinha autoral. É bem pequeno e quem nos atendeu foi o próprio dono, que foi muito atencioso. Ele faz questão de falar com todas as mesas. Tem um estilo mais francês. Faz umas coisas bem diferentes e porções bem pequenas. Também foi o mais caro da nossa lista. Mas valeu a pena conhecer. Não vá no dia em que estiver com muita fome. Pedi um cordeiro, que achei bem gostoso, e creio que o mais gostoso da mesa. As entradas também foram bem gostosas e diferentes, e ganhamos uma entradinha (chamada de amuse bouche) do dono também. Além das duas entradas e do cordeiro, pedimos paella para dois, um pescado, coca, água e duas sobremesas (o que deu 375 pesos por pessoa, ou 83 reais).

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No dia que se seguiu dormimos até mais tarde. Merecido descanso. Saímos para almoçar no La Reforma. Comemos um rodízio de pizza. Não sei de onde tiramos essa ideia. Rodízio de pizza em Ushuaia? Ahn? A pizza não era ruim, mas se quiserem comer pizza, recomendo Trattoria Martina mesmo. Depois tomei um choconhaque no Tante Sara, que tinha mais conhaque do que eu julguei necessário, mas foi bom pra dar uma esquentada. E à noite fizemos o imperdível passeio Neve e Fogo.

A van nos pegou no hotel por volta das 17h e nos levou a um cerro no caminho pro cerro Castor. Lá nos reuniram no ponto de encontro, de onde saímos em uma das 3 opções de transporte (moto de neve, raquete de neve ou trenó – o preço do pacote varia de acordo com as opções). A volta se deu em outra. Fomos de moto de neve (mais pra um quadriciclo) pra uma mata próximo ao cerro, onde caminhamos em meio às árvores numa trilha iluminada por fogareiros até uma cabana sem teto (no estilo de como viviam os nativos na época em que Ushuaia foi “descoberta”), que tinha uma fogueira acesa no meio e onde te dão vinho quente e comida feita ali mesmo. Aí um animador conta histórias dos nativos, faz umas graças e no final canta umas músicas tocando um violão. O cara transbordava simpatia, animou todo mundo. Por fim voltamos pro ponto de encontro num trenó puxado por cachorros. Muito fofos. Eles são super bem cuidados, têm cara de alegres e são super serelepes. Detalhe, de acordo com o treinador, eles morrem de calor, mesmo em temperaturas negativas. Tanto que vez ou outra eles paravam o trenó pra rolar na neve ou comer um pouco dela. Muito legal o passeio. Tem pra fazê-lo no período diurno também, mas penso que à noite deve ser mais divertido. Super aconselho. As fotos não ficaram muito boas, mas dá pra dar uma noção.

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Um passeio que não fizemos e por isso me arrependi amargamente, porque parece ser muito legal, é o 4×4 pela região dos lagos. Com almoço incluído. Pega quase um dia todo, parece. Pelas fotos, é muito bonito e parece ser bem divertido. Fica anotado para a próxima.

No último dia compramos lembrancinhas, almoçamos no Trattoria Martina novamente e pegamos o voo de volta pra casa. Deixamos essa terra com um sabor de quero mais e com a promessa de voltar.

Dicas:

– Muito importante. Leve calçado para neve! Fui com bota de couro (dessas de montaria, cano alto e sem salto), mas ela não segurava o frio e meus pés ficaram muito gelados e úmidos com uma frequência muito alta. Tive uma crise de tosse horrorosa do meio pro final da viagem e acho que se deveu a isso. Então não brinque com seus pés, leve bota apropriada para neve. Leve meias térmicas também. No mais, quanto à vestuário, não se esqueça da segunda pele, casacão, gorro, luvas e cachecol. Cachecol é muito útil pra tampar o nariz e a boca quando estiver ventando também. Calça eu usava jeans mesmo.

– Abuse (moderadamente) dos vinhos. São todos bons e baratos, se se comparar ao que pagamos aqui. Aliás, o preço da comida lá achei bem justa, levando em consideração que é uma cidade turística. Sai bem mais barato sair pra jantar lá do que aqui. Você vai ver isso na minha planilha. Aproveite pra comer todo tipo de frutos de mar, é o que eles têm de melhor. Centolla e merluza negra são as principais atrações de lá, mas tem vários outros frutos do mar pra brincar também.

– Leve dólares e troque por pesos lá. Sai mais em conta do que levar pesos daqui. Procure um lugar com cotação boa. O Juan trocou alguns para nós e fez um preço bem camarada. E é melhor do que pagar as taxas de cartão de crédito.

– Se não souber falar espanhol, não se preocupe. Eles falam um portunhol que é uma beleza. Comunicação sai bem lá entre argentinos e brasileiros.

– Ushuaia é uma Zona Livre de Comércio, mas não vá esperando que vai achar tudo a preço de banana também.

Planilha de gastos Ushuaia 08.2014 (clique aqui para baixar)

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47 comentários sobre “Ushuaia – O inverno no fim do mundo (08/2014).

    • Obrigada, Júnior! Podem ir sem medo mesmo, frio e neve não faltarão (talvez não na cidade, mas nos cerros sim), e nem passeios para se fazer por lá (consultem com o pessoal do hotel de vocês qual a melhor agência). Se eu lembrar de alguma outra dica aviso! E se tiver qualquer dúvida também, pode ficar à vontade para perguntar! Boa viagem para vocês, tomara que gostem!

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  1. Que ótimo post! Parabéns!!! Me esclareceu muitas dúvidas

    Estarei indo nesse fim de semana. Você acha indispensável levar casaco impermeável, ou não faz tanta diferença?

    Obrigada!

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    • Olá, Ana Paula! Obrigada!!!
      Acho que o casaco impermeável é indispensável se você for esquiar ou ter um contato maior com a neve e não queira alugar por lá (eu aluguei para a prática de snowboard). Mas para os passeios e andar pela cidade mesmo, um casaco que te mantenha bem aquecida e uma segunda pele legal já satisfazem.
      Sinta-se à vontade para fazer mais perguntas, caso as tenha. E boa viagem! Tomara que você curta bastante!

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  2. Oi Athena!!! Maravilhoso seu relato, apesar de estar indo em Outubro, suas dicas serão preciosas, incluí a maioria no roteiro, e inclusive acho que os passeios serão em sua maioria os mesmos.

    Muito obrigada, sobretudo, por disponibilizar uma planilha de custos!

    Ah! Tenho uma pergunta: quantos dias no mínimo de passeio, sem contar os de ski/snow? Somente terei 5 dias no máximo, depois seguirei a rota rumo ao Chile.

    Beijossss

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    • Olá, Vanessa, muito obrigada! Fiquei muito feliz em saber que gostou do post!
      Eita, pergunta difícil. Acho que depende do tanto que você quer esquiar e da quantidade de tempo relaxante que você quer ter. No seu lugar (levando em consideração que eu amei a experiência do snowboard e fiquei com gostinho de quero mais bem intenso), eu faria assim:
      – reservaria 1 dos 5 dias para o 4×4 na região dos lagos (que, a propósito, li que pode ser feito com guia em seu carro – tipo um taxista particular – ou mesmo alugando um carro. Não dá pra entrar nas mesmas estradas nem teria a mesma emoção do 4×4, mas é uma opção que barateia a experiência de ver os lagos. Dependendo de quantas pessoas forem com você, claro, pra dividir os custos do carro/táxi. Passe no supermercado e compre uns petiscos pra fazer um piquenique no meio do caminho). Apesar de não ter feito esse passeio, ouvi falar muito bem e as fotos são lindas. Farei quando for novamente. Ah, aproveitaria o fim do dia para ir conhecer o Glaciar Martial, o Cerro que fica a 5km da cidade;
      – dividiria o segundo dia entre o passeio de barco (se quiser muito fazer. Não faça se tiver estômago frágil. Se não me engano, tem esse passeio no período matutino ou vespertino) e o Parque Nacional Terra do Fogo. Pode ser que fique bem corrido, porque o parque é enorme! Mas partindo justamente do pressuposto de que ele é enorme, você não conseguiria vê-lo por inteiro ainda que passe os 5 dias saracoteando por lá, então vale a ida pra conhecer pelo menos um pedacinho e entender o que é ele. Uma das pistas mais difíceis dele é a que sobe uma parte da montanha. Fiquei com vontade de fazer essa, mas meus companheiros não animaram. Acho que pode ser uma boa, se você gostar disso. Pra ter mais flexibilidade na locomoção, você pode ir de táxi para o Parque também, isso pode te economizar tempo. Mas veja com o pessoal do seu hotel as opções de transfer, horários, etc;
      – esquiaria os outros 3 dias seguidos (você ganhará desconto em aluguel de roupa/equipamento e teleférico só a partir de 3 dias seguidos) e voltaria mais cedo em um dia desses dias de esqui para fazer o passeio Neve e Fogo.
      Acho que só. hehe
      Espero que tenha te ajudado.
      Boa viagem! Curta bastante!

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    • Olá, Rafaella! Infelizmente não me recordo o nome de todas as agências com as quais tratamos. O que posso te dizer é que para o passeio Neve e Fogo, checamos os valores em duas agências distintas: uma ficava na avenida principal da cidade (a San Martin), e a outra, que se chamava Nunatak, ficava no quarteirão de cima do hotel em que ficamos (Hostal Malvinas). A Nunatak fez um preço melhor pra gente na conversão do dólar do que a que ficava na avenida principal e deram um desconto de 7%, então contratamos com ela mesmo. E foi ótimo, não tenho o que reclamar da agência.
      O passeio de barco compramos na beira do cais mesmo (acho que todas as agências para contratar passeio de barco ficam por lá), mas quem negociou por nós foi o dono do hotel. Aconselho a perguntar para o pessoal do seu hotel qual eles acham melhor e a pegar os folhetos nas agências para fazer cotação de preços, se for o caso.
      Boa viagem!!

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  3. Uau perfeito. Estou indo agora dia 26/08 e achei aqui todas as informações que eu precisava já que você foi na mesma época. Eu fui em janeiro desse anó e achei incrível mas não tinha neve, já que era verão. Obrigado pelo relato super completo.

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    • Olá, Edson! Que bom que gostou!!
      Teve um dia que nevou na cidade. Não era em quantidade de filme de natal da disney, mas era suficiente para escrever nossos nomes na calçada. Neve em peso mesmo pegamos só nos cerros, mas ouvi dizer que neste ano nevou bastante em agosto. Tenho uma amiga que foi e ela me mandou umas fotos do Parque Nacional Terra do Fogo, estava tudo branquinho!

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  4. Opa, tudo bem?

    Adorei as dicas. Irei para Ushuaia em agosto do ano que vem e já favoritei seu guia.

    Uma dúvida apenas: dos passeios que você fez, quantos precisaram ser reservados com antecedência? Tenho medo de chegar lá e descobrir que tudo que queria fazer teria que ter reservado antes.

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    • Obrigada pelo comentário, Dante!
      Dos que fizemos, o único que reservamos com antecedência foi o Neve e Fogo, justamente por receio de chegar no dia e não conseguir fazer. Mas reservamos quando já estávamos na cidade, uns dois dias antes do passeio mesmo. O de barco, por sair mais de uma vez por dia, e o Parque Nacional, por ter entrada livre, acho que são mais tranquilos e que não carecem dessa preocupação. Mas aconselho a ir a uma agência quando chegar na cidade para organizar seu cronograma. E desejo-lhe uma ótima viagem!

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      • Opa, valeu pelas informações! E quanto às aulas de esqui em Cerro Castor? Chegando cedo conseguirei agendar, ou é melhor marcar com antecedência? (consigo pouquíssimas informações no site deles)
        Mais uma coisa (desculpe a encheção, é minha primeira viagem internacional e irei sozinho, então estou um pouco apreensivo): Você menciona ter ido de Transfer a determinados locais. O que seria esse Transfer?

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    • Nossa, Dante, desculpe pela demora na resposta. Não se preocupe, pode perguntar à vontade! Sei o que é chegar apreensiva em um lugar por estar cheia de dúvidas.
      Então, as aulas de esqui a gente agendou no dia mesmo. Pegamos o primeiro horário do transfer pra tentar chegar o mais cedo possível pra já agendar as aulas de esqui e comprar o passe de 3 dias do teleférico. Ainda assim pegamos uma filinha em ambos os lugares. E também tivemos que esperar um pouco até a aula começar (se não me engano, agendam de hora em hora). Aproveitamos esse tempinho pré aula pra brincar com nossas pranchas por lá mesmo, tomando por base umas instruções de aulas básicas que eu tinha visto no youtube. Acho que isso não é aconselhável, mas não dava pra simplesmente ficar lá parado olhando pra neve…
      Eles têm vários instrutores, então acho que não corre o risco de chegar lá e não ter nenhum. Então acho que não precisa reservar antes. Não sei nem se eles fazem isso. Seria bom se fizessem, porque daí daria pra economizar um tempo legal.
      Tenho uma amiga que foi esse ano e ela pegou uns dois dias de aula de esqui (ela nunca tinha praticado o esporte) no Glaciar Martial. As aulas lá são mais baratas que no Cerro Castor, por certo que pela falta de estrutura própria, mas ela gostou, disse que foi legal pra pegar uma base. Aí ela pegou mais um dia de aula no Cerro Castor e continuou só lá. Eu pensei em fazer isso também quando fui, mas minha turma e eu decidimos fazer tudo no Cerro Castor mesmo, pra já nos acostumarmos com tudo lá.
      Quanto ao Transfer, cada um tinha uma origem distinta. O transfer que leva-e-trás do Cerro Castor é um ônibus que vai passando nas pousadas da cidade pegando os esportistas. Ele tem horários fixos de ida e volta. O Juan, dono da pousada em que fiquei, foi quem ligou lá na empresa desse ônibus e avisou para pararem na pousada pra nos buscar. Foi o Juan também quem conseguiu pra gente o transfer que nos levou e buscou para o Parque Nacional Tierra Del Fuego. E para o passeio do Neve e Fogo, o pessoal da agência do passeio que mandou a van até a pousada.
      Qualquer outra dúvida, pode perguntar. =)

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  5. Super esclarecedor o seu relato, Athena!

    Amei a experiência e já adotei vários ponto que li para a minha viagem em Julho haha.

    Eu gostaria que você me desse uma sugestão do que passou, como vou fazer outros lugares também, vamos ficar somente 2 dias em Ushuaia. Quais passeios são imprescindíveis de se ir?
    E o de barco também acontece durante o inverno?

    Obrigada!!!

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    • Que bom que gostou, Mayara!!
      Nossa, difícil pergunta! Acho que, no seu lugar, eu não deixaria de tirar um dia para esquiar por nada (se você nunca esquiou, é uma experiência super válida!) e também não perderia o passeio Neve e Fogo (tem ele de dia e à noite. Acho que o noturno é mais legal), incluindo o trenó nele. Sim, o passeio de barco também funciona durante o inverno, mas evite se tiver estômago frágil. O Parque Nacional Terra do Fogo também vale uma curiada, apesar de que, pelo tempo que você tem, seria uma visita bem superficial mesmo.
      Boa viagem! Espero que você consiga curtir ao máximo os seus dois dias lá!!

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  6. Parabéns!!! Seu relato está perfeito e cheio de detalhes! Consegui imaginar cada situação!
    Me esclareça uma dúvida por favor, se possível: estou com pretensão de ir no final de junho e também vou deixar para fechar os passeios por lá mesmo (li que lá é cheio de agências na Av. principal).
    Eu gostaria de saber quais passeios são tranquilos de se fazerem sem agências de turismo (notei que o pq nacional e o cerro vocês fizeram por conta). Esses são tranquilos de fazer por conta? Quais vocês fizeram com agência? Você lembra o nome dela?
    Obrigada!!!!

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    • Olá, Grazi! Muito obrigada! Fico feliz por ter gostado!
      Sim, esses dois são tranquilos de fazer por conta. Para o Glaciar Martial a gente foi de táxi mesmo, e tanto para o Cerro Castor e para o Parque Nacional, pegamos um transfer que o dono da pousada onde estávamos pediu para nós. No caminho para o parque, nos entregaram um mapinha dele todo, com as rotas de caminhada com seus respectivos níveis de dificuldade e tudo mais, então você podia escolher qual ou quais rota fazer (lembrando que o parque é enorme, a escolha é importante, porque não dá pra fazer nem metade das rotas em um dia).
      Os únicos passeios que fizemos com agência mesmo foram o Neve e Fogo e o de barco, mas não lembro qual era o nome da agência deste. O que posso te dizer é que para o passeio Neve e Fogo, checamos os valores em duas agências distintas: uma ficava na avenida principal da cidade (a San Martin), e a outra, que se chamava Nunatak, ficava no quarteirão de cima do hotel em que ficamos (Hostal Malvinas). A Nunatak fez um preço melhor pra gente na conversão do dólar do que a que ficava na avenida principal e deram um desconto de 7%, então contratamos com ela mesmo. E foi ótimo, não tenho o que reclamar da agência.
      O passeio de barco compramos na beira do cais mesmo (acho que todas as agências para contratar passeio de barco ficam por lá), mas quem negociou por nós foi o dono da pousada. Aconselho a perguntar para o pessoal do seu hotel qual eles acham melhor e a pegar os folhetos nas agências para fazer cotação de preços, se for o caso, quando chegar lá mesmo (ou por e-mail antes da viagem, se já quiser chegar lá com tudo pronto).
      Boa viagem, Grazi!! Curta bastante!

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  7. Muito bom seu blog, foi o mais completinho que li…… Obrigado pelas info! A unica coisa que mata…. e que os precos de hoje nao tem nada a vger com os precos de quando vc foi…. sua planilha e show, mas acho que a argentina teve muita inflacao nos ultimos tempos !!!! Os precso que vc pagou em 2014….. quem me dera pagar hoje! Pra ter nocao, um passeio de 4×4 nao sai por menos de 1800 pesos… o dobro do que pagou, ou mais!!! Mas ja vai ajudar bastante! Obrigadaoooo!

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    • Obrigada, Sandro! Que bom que tenha gostado!
      Uma pena saber que os preços tenham aumentado tanto, mas obrigada por ter contado, eu não sabia.
      Realmente o preço que paguei por tudo lá era maravilhoso!
      Mas ainda assim vale a pena, né?

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  8. ola athena tudo bem?

    eu e minha esposa estamos querendo ir agora em junho, e minha dúvida é em relação ao aluguel de roupas: onde e quais roupas alugar por la, e quais levar daqui? quando você foi, o real lá é tão bem aceito (“valorizado”) quanto é em buenos aires? Desde já agradeço a atenção!

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    • Olá, Adriano!
      Aluguei por lá só as roupas de esquiar mesmo (aquelas impermeáveis e supercoloridas), no mais eu levei tudo. Sugiro que você dê bastante atenção à segunda pele (uma boa segunda pele vai te segurar bem independente do vento e da temperatura) e botas (de preferência próprias para neve – vale a pena, porque manter os pés secos e quentes não tem preço). No mais, só calça comprida, blusa de manga comprida, casacão, gorro, luvas e cachecol mesmo.
      Quando eu fui aceitavam o real em alguns lugares, mas não era tão comum quanto em Buenos Aires. O melhor era levar dólares mesmo.
      Boa viagem, tomara que curtam bastante!

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    • Obrigada pelo comentário, Camilla!
      Eu deixei para fechar tudo lá mesmo, embora tenha procurado fazer as reservas (em especial a do passeio Neve e Fogo) logo no começo da viagem para não correr o risco de deixar para o final e estar tudo lotado. Fiz isso pelo clima, dentre outros motivos. Não queria, por exemplo, reservar um passeio de barco e no dia estar chovendo. A previsão do tempo é mais precisa um ou dois dias antes do que semanas… E como muita coisa dá para fazer por conta própria (como o parque nacional) ou tenha muitas opções de horários e empresas (como o passeio de barco), achei que seria a melhor opção, e deu tudo certo. Então, se eu fosse você, faria o mesmo, mas se preferir garantir e ir tranquila, faça as reservas, nada impede que as modifique quando chegar lá também.
      Boa viagem!

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      • Obrigada pela resposta. Estou olhando em uma agência e a cada dia, os passeios vão ficando mais lotados. Então, resolvi fechar antes e temos a opção de alterar as datas ou ter a devolução do dinheiro, caso o tempo não permita que o passeio seja feito.
        Obrigada !

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  9. Olá Athena, adorei as dicas!
    Mas estava pesquisando aqui, os passeios hoje estão muito mais caros, ok que já passaram alguns anos… mas não entendi muito bem, pelo que vi na sua planilha vi gastos com táxi até o local dos passeios, mas vi poucas agências de passeios, minha dúvida é se você fez passeios por conta própria. Por exemplo, o brasileiros em Ushuaia hoje estão cobrando quase 254,00 reais o passeio pelo canal de beagle, lá eu consigo fazer esse passeio sem uma agência?

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    • Obrigada pelo comentário, Fernanda!
      Realmente, ouvi dizer que as coisas por lá hoje em dia estão bem mais caras do que quando fui.
      Alguns passeios você consegue sim fazer por conta própria, como o do parque Nacional Terra do Fogo, mas o do canal do beagle eu confesso que não sei. Comprei ingresso de uma agência que ficava bem na entrada do porto, por recomendação do dono do hotel, mas não cheguei a entrar no porto para perguntar se poderia comprar direto lá. Acho que não custa nada perguntar também. Se você descobrir, por favor me conte! =)
      De qualquer forma, te aconselho a dar umas voltas pela cidade e comparar os preços das agências locais.
      E boa viagem!!

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